sexta-feira, 6 de abril de 2012




Nos dias atuais a televisão é um dos meios de comunicação mais influentes, tendo chances de perder apenas para internet. O que boa parte do mundo não sabe é que a emissora mais assistida por todos, a Rede Globo,  esconde uma história assustadoramente aterrorizante. Seu dono, Roberto Marinho, é considerado o Stalin das comunicações, aquele que não concorda com ele é considerado seu inimigo mortal. A emissora nasceu a partir do investimento do governo militar, e sua posição política até os dias de hoje refletem sua violência interminável contra a sociedade brasileira.
A televisão inegavelmente é a força política mais influente em nosso país. Nesse patamar encontramos a Rede Globo de Televisão monopolizando toda a forma de comunicação existente, como exemplificado no documentário “Além do cidadão Kane”, ocupando 99,2% do território brasileiro, disponibilizando uma programação alienante, racista, machista, capitalista, que usa e abusa da mente dos telespectadores. Na época da ditadura militar, por exemplo, foi disponibilizado aos cidadãos todas as chances de comprarem aparelhos de televisão, devido a certeza de manipulação através deste meio. Em 1969 a Rede Globo cancelou sua filiação com a Tv Aratu, filiando-se a Tv Bahia, que pertencia a ACM (Antônio Carlos Magalhães), já em 1970 o mesmo venceu as eleições para Governador da Bahia, será mera coincidência? Enquanto milhares de brasileiros protestavam para a votação direta, a emissora transmitia o ato como uma festa sendo realizada na Praça da Sé, mentindo e desrespeitando o movimento do povo brasileiro. Ainda na eleição em que concorriam Lula e Collor, a emissora editou debates para fortalecer a campanha a favor de Fernando Collor, contra o representante da Classe Trabalhadora.
A Rede Globo ainda é dona de diversos produtos, aos quais propagandeiam na própria emissora, como a Som Livre. E é parceira de vários outros, como a Revista Veja, grande manipuladora do cenário mundial.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

A greve policial e a luta de classes




No dia 31 de janeiro de 2012, a Polícia Militar da Bahia, declarou greve em todo o estado, devido o seu baixo salário, as péssimas condições de trabalho, dentre outras reinvidicações administrativas, econômicas e políticas, além da reintegração dos demitidos na greve de 2001 . O acontecido trouxe para as grandes cidades do estado sensações de medo, horror e insegurança. Vale por em jogo a seguinte pergunta: a quem e a que serve a polícia militar em todo nosso país? Respondendo: ao estado burguês e a reprodução de suas normas e regras, também burguesas.
O Movimento Estudantil, Mobiliza UEBA’s, declarou apoio a greve dos PM’s, não que venhamos a apoiar o tipo de manipulação usado pelo estado através desse instrumento, mas por defesa as mobilizações da classe trabalhadora, pois enfraquece a burguesia, faz sua estrutura tremer. Também pela necessidade de organização da classe, entendendo as greves como uma forma de organização, podendo transformá-la em pauta política, para além do econômico.
Retornando a pergunta e resposta do primeiro parágrafo, podemos ressaltar o horror causado pela policia ao invadir periferias, expulsar violentamente ocupantes de certos locais, espancarem grevistas em suas mobilizações, entre tantas outras barbáries. A maioria dos jovens revistados pela polícia diariamente são negros e pobres, os presídios de todas as cidades estão repletos de negros e pobres. Analisando toda a conjuntura social, fica fácil perceber a quem a policia protege. É fácil falar em segurança atrás dos seus muros altos com cercas elétricas.
A mídia, também burguesa, por sua vez, como em várias outras mobilizações da classe trabalhadora, posicionou-se contra o movimento, usando todas as formas de anúncios, noticias, áudios e imagens para deslegitimá-lo, mostrando violências que até então pareciam invisíveis. A nossa sociedade derrama violência todos os dias, contra negros, pobres, mulheres, gays, mas isso se mostra desinteressante a medida que não atende ao interesse da burguesia. Onde está a segurança do povo brasileiro?
O governo petista, que se define como o governo dos trabalhadores, governo esse que nasceu e se legitimou através das greves da classe, nesse momento ajudou a boicotar a greve policial em aliança com o Jornal Nacional, da Rede Globo. Mídia essa que se posiciona contra o governo petista, posicionando-se também o governo contra a mídia global. Mas vale tudo para impedir os “agressores do sistema” não é mesmo? Parece que sim! O governo Jaques Wagner, por exemplo, é marcado pelos piores salário e condições de trabalho, ainda pelo pior atendimento as reinvidicações da classe trabalhadora.
Devemos continuar em luta, ainda há muito a se conquistar. Se por um lado o estado burguês detém a mídia, as armas, entre vários outros aparatos para tentar nos manipular, nós temos algo muito maior, uns aos outros. Devemos nos unir, pois unidos venceremos e separados cairemos.

A juventude do projeto popular




Torna-se obrigatório a nós, enquanto juventude, nos identificarmos e nos tornarmos protagonistas da luta de classes mundo a fora, pois sofremos barbaramente com os resquícios de uma sociedade burguesa, que não respeita os direitos do povo. Os jovens estão morrendo, estão fora das escolas, entregues ao mundo das drogas. Falta lazer, falta educação de qualidade, falta moradia, emprego, falta vida digna, aos jovens brasileiros, ao povo brasileiro. É preciso colocar-se a frente da luta, é preciso ter um futuro para se sonhar.
Entre os 51 milhões de jovens existentes no Brasil, 66% deles estão fora da sala de aula, apenas 13% cursam um curso superior, 46% estão desempregados, 50% trabalham sem carteira assina em empregos incertos e 70% dos jovens pobres são negros. Quando a juventude se levanta, a burguesia treme, somos fortes, somos muitos, e unificados conseguiremos vencer.
Para combater essa burguesia fedida, essa sociedade desigual e desumana, nasce nos berços gaúchos o Levante Popular da Juventude. Agora espalhados mundo a fora, somos a juventude que ousa lutar, ousa se indignar com a vida deixada a nós por um sistema que só quer nos engolir. Chegou a hora de nos engolir, a seco, garganta a baixo, rasgando os órgãos. Estamos de pé, ousamos nos levantar e tomar partido nessa luta, luta de classes, somos a classe jovem trabalhadora, somos campo, periferia, trabalhadores, empregados, desempregados, estudantes e analfabetos, somos o LEVANTE POPULAR DA JUVENTUDE.

A mídia e a Ditadura Militar





1.    INTRODUÇÃO

A censura no Brasil perdurou por quase todo o período pós-colonial, sendo que ainda nos dias de hoje possui várias formas de violência contra a liberdade de expressão da população. Foi então durante o regime militar que essas formas se intensificaram.
As pautas jornalísticas sofriam sérias inspeções, vários trechos eram publicados em branco nos diversos jornais das cidades, muitas vezes apareciam receitas culinárias estranhíssimas, que não resultavam no prato desejado. Nos casos de tortura e até de morte, os reais motivos eram escondidos da população, ficando pessoas desaparecidas por anos, sem notícias aos familiares mais próximos.
Os jornais não podiam publicar notícias, comentários, entrevistas, nada do tipo, assim se mantinha a imagem de passividade e estabilidade na nação. 
Alguns artistas protestavam com músicas, outros com poemas, mas os mais diversos meios também eram censurados, mesmo pelo uso de palavras impróprias a época, como o caso da música “como eu quero” que pede para o namorado tirar a bermuda.
Ainda hoje se tem muitos empecilhos ao conhecimento dos documentos da época da ditadura militar, perdurando sua censura até então... 



2.    A IMPRENSA E A DITADURA MILITAR

A liberdade de imprensa assegurada em 28 de agosto de 1821 por D. Pedro I, foi censurada em 6 de setembro pela Polícia Federal, sendo proibida a publicação do decreto por ele assinado. As sementes da ditadura foram lançadas pelo primeiro ditador brasileiro, Getúlio Vargas, que atuou com uma legislação repressiva e centralizadora, utilizada pela ditadura militar.
A censura era ociosa em todos os 21 anos de ditadura, foi atuante no período pós golpe de 1964, posteriormente houve flutuações, tendo maior influencia no período militar por pessoas com vocação autoritária. O ápice foi em dezembro de 1968, quando no governo Costa e Silva, foi baixado o Ato Institucional (AI-5), que se arrastou até o final do governo Emílio Médici. No governo Ernesto Geisel, até 1976, houve clara diminuição na atividade dos jornais. Somente no fim do seu governo, início do governo João Batista de Oliveira Figueiredo, que a liberdade da mídia foi recuperada no Brasil.
O AI-5, promulgado em 13 de dezembro de 1968, instaurou a ditadura deslavada no Brasil, mesmo que a situação anterior não fosse nada democrática, todo e qualquer veículo de comunicação devia ter pauta previamente aprovada e passar por inspeções por agentes especializados. Antes do AI-5, a censura era uma medida adotada para defender o regime. Com o AI-5, o Jornal do Brasil foi invadido por dois oficiais, que ao resistir à publicação do material proibido, no dia 15, cinco oficiais passaram a censurar o jornal. O Correio da Manhã também foi invadido após o AI-5, Hélio Fernandes, diretor, pouco antes havia sido preso e confinado na ilha de Fernando de Noronha, tinha sido solto e foi preso outra vez. Uma edição que protestava contra o AI-5, na edição de O Estado de São Paulo, foi confiscada.


3.    A MÚSICA POPULAR BRASILEIRA E A DITADURA MILITAR

A música popular brasileira foi tratada como um ser nocivo pelo Estado, capaz de fazer mal à população. O governo dizia que elas ofendiam a lei, a moral e os bons costumes. A canção de protesto Para não dizer que não falei das flores, do cantor Geraldo Vandré, tornou-se a mais cantada pelos manifestantes.
A música atingia as grandes massas, falando o que não era permitido a nação. Diante das forças dos festivais de MPB, o regime se vê ameaçado, amputando vários versos de canções.
Antes mesmo do AI-5, alguns representantes da MPB eram vistos como inimigos pelo regime. Entre eles: Caetano Veloso, Chico Buarque, Elis Regina, Geraldo Vandré, Gilberto Gil, Kid Abelha, Milton Nascimento, Plínio Marcos, Caju e Castanha, Raul Seixas, Taiguara, Toquinho, Odair José, Torquato Neto, Zé Keti. Caetano agia mais em contracultura que contra o regime militar. Os tropicalistas se aproximavam dos acontecimentos de maio de 1968 em Paris, do que das doutrinas de esquerda da época. Mas os militares não agiam com diferença. Na prisão de Gilberto Gil e Caetano Veloso, por exemplo, os militares tinham de concreto contra eles apenas a acusação de desrespeito ao hino nacional, prendendo-os e os exilando em Londres de 1969 a 1972.
Logo após foi eleito o mais novo inimigo do regime militar: Chico Buarque, sendo ele o cantor mais censurado da época. Os problemas de Chico com a censura surgiu junto com sua carreira. Exilado na Itália de 1969 a 1970, ao voltar ao Brasil sofria várias perseguições. Entre esses vários outros sofreram repressão...