sexta-feira, 6 de abril de 2012

Chega de horror! É preciso viajar com segurança




É normal que os estudantes que moram fora da sua cidade natal, vá visitar a família durante os feriados prolongados, foi o que fiz no feriado de carnaval. No dia 16 de fevereiro de 2012, sai de Vitória da Conquista com destino a Eunápolis. Devido ao horário em que podia viajar só havia passagens na empresa Novo Horizonte, ainda por sorte achei as duas ultimas, para mim e o meu namorado, no ônibus extra das 9 horas da noite.
O transtorno começou assim que entramos no ônibus, muitas poltronas estavam sem número, e as que continham, estavam todos embaralhados, encontrando-se o 12 ao lado do 27, por exemplo. As pessoas se agitaram no ônibus até achar um lugar que fosse confortável para prosseguir a viagem, coisa essa que seria difícil, pois muitas, melhor dizendo, todas as cadeiras se encontravam quebradas, umas não se reclinavam, outras estavam totalmente afundadas no chão, furadas e até mesmo com o tecido cobrindo somente a madeira, fazendo com que o passageiro viajasse 5 horas em um lugar duro e desconfortável.
Quando enfim conseguimos todos nos sentar, a viagem começou, já assustadora. O ônibus fazia muito barulho, como se a qualquer momento fosse explodir, era um barulho de pneu “cantando” em todo o trajeto, sem contar no balanço que ele fazia na rodovia, parecendo que ia virar a todo instante. A viagem que muitas vezes fiz dormindo, dessa vez me trouxe desespero e medo em todas as 5 horas até chegar em casa. O motorista parecia estar acima da velocidade permitida, tendo que frear bruscamente em todas as curvas, o que fazia o ônibus se balançar ainda mais e aumentar o seu barulho irritante.
Não é a primeira vez que as viagens na empresa são frustrantes, já é marca registrada seu mal atendimento aos passageiros, desconforto, precarização dos veículos e insegurança durante as viagens, sendo por isso apelidada de “terrorizonte”. No ano de 2011 fiz muitas vezes essa rota Vitória da Conquista/Eunapolis, e quando por vezes tive o azar de só achar passagens na empresa Novo Horizonte, todas elas foram viagens inseguras, pois todos os seus ônibus, podendo eu falar com clareza dessa rota, apresentam defeitos. Já viajei em um ônibus que parava a cada 30 minutos, e não conseguiu subir a ladeira do Marsal, fazendo-nos esperar quase duas horas lá em baixo por outro veículo também precário.  
Em dezembro, por exemplo, um ônibus da Novo Horizonte, capotou em uma curva próxima a Potiraguá, levando a morte um passageiro e o cobrador, está certo que acidentes por muitas vezes acontecem, mas os passageiros deram depoimentos de que o ônibus viajava em altíssima velocidade e com todos os problemas já ressaltados nesse texto, aumentando assim os riscos de ocorrer um acidente muito mais grave.
Para que se certifique a má conduta da empresa vale ressaltar que vivemos eu e todos os passageiros o mesmo transtorno e insegurança na viagem de volta para Vitória da Conquista, no dia 22 de fevereiro, parece até gozação, mas parecíamos estar no mesmo ônibus novamente, pois apresentavam todos os mesmos defeitos do que me levou para Eunápolis naquele dia 16 de fevereiro, porém esse além de todos os outros impasses apresentava um teto rachado, emendado com fita isolante e papel alumínio.
É uma vergonha que submetam seres humanos, que pagam caro por esse serviço, a uma viagem que põe em risco toda a sua vida, pois os riscos de acidentes graves são altíssimos, tanto quanto de assaltos na beira das estradas, pois os ônibus quebram a todo o momento, no meio do nada e da escuridão. Falta respeito!



Nos dias atuais a televisão é um dos meios de comunicação mais influentes, tendo chances de perder apenas para internet. O que boa parte do mundo não sabe é que a emissora mais assistida por todos, a Rede Globo,  esconde uma história assustadoramente aterrorizante. Seu dono, Roberto Marinho, é considerado o Stalin das comunicações, aquele que não concorda com ele é considerado seu inimigo mortal. A emissora nasceu a partir do investimento do governo militar, e sua posição política até os dias de hoje refletem sua violência interminável contra a sociedade brasileira.
A televisão inegavelmente é a força política mais influente em nosso país. Nesse patamar encontramos a Rede Globo de Televisão monopolizando toda a forma de comunicação existente, como exemplificado no documentário “Além do cidadão Kane”, ocupando 99,2% do território brasileiro, disponibilizando uma programação alienante, racista, machista, capitalista, que usa e abusa da mente dos telespectadores. Na época da ditadura militar, por exemplo, foi disponibilizado aos cidadãos todas as chances de comprarem aparelhos de televisão, devido a certeza de manipulação através deste meio. Em 1969 a Rede Globo cancelou sua filiação com a Tv Aratu, filiando-se a Tv Bahia, que pertencia a ACM (Antônio Carlos Magalhães), já em 1970 o mesmo venceu as eleições para Governador da Bahia, será mera coincidência? Enquanto milhares de brasileiros protestavam para a votação direta, a emissora transmitia o ato como uma festa sendo realizada na Praça da Sé, mentindo e desrespeitando o movimento do povo brasileiro. Ainda na eleição em que concorriam Lula e Collor, a emissora editou debates para fortalecer a campanha a favor de Fernando Collor, contra o representante da Classe Trabalhadora.
A Rede Globo ainda é dona de diversos produtos, aos quais propagandeiam na própria emissora, como a Som Livre. E é parceira de vários outros, como a Revista Veja, grande manipuladora do cenário mundial.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

A greve policial e a luta de classes




No dia 31 de janeiro de 2012, a Polícia Militar da Bahia, declarou greve em todo o estado, devido o seu baixo salário, as péssimas condições de trabalho, dentre outras reinvidicações administrativas, econômicas e políticas, além da reintegração dos demitidos na greve de 2001 . O acontecido trouxe para as grandes cidades do estado sensações de medo, horror e insegurança. Vale por em jogo a seguinte pergunta: a quem e a que serve a polícia militar em todo nosso país? Respondendo: ao estado burguês e a reprodução de suas normas e regras, também burguesas.
O Movimento Estudantil, Mobiliza UEBA’s, declarou apoio a greve dos PM’s, não que venhamos a apoiar o tipo de manipulação usado pelo estado através desse instrumento, mas por defesa as mobilizações da classe trabalhadora, pois enfraquece a burguesia, faz sua estrutura tremer. Também pela necessidade de organização da classe, entendendo as greves como uma forma de organização, podendo transformá-la em pauta política, para além do econômico.
Retornando a pergunta e resposta do primeiro parágrafo, podemos ressaltar o horror causado pela policia ao invadir periferias, expulsar violentamente ocupantes de certos locais, espancarem grevistas em suas mobilizações, entre tantas outras barbáries. A maioria dos jovens revistados pela polícia diariamente são negros e pobres, os presídios de todas as cidades estão repletos de negros e pobres. Analisando toda a conjuntura social, fica fácil perceber a quem a policia protege. É fácil falar em segurança atrás dos seus muros altos com cercas elétricas.
A mídia, também burguesa, por sua vez, como em várias outras mobilizações da classe trabalhadora, posicionou-se contra o movimento, usando todas as formas de anúncios, noticias, áudios e imagens para deslegitimá-lo, mostrando violências que até então pareciam invisíveis. A nossa sociedade derrama violência todos os dias, contra negros, pobres, mulheres, gays, mas isso se mostra desinteressante a medida que não atende ao interesse da burguesia. Onde está a segurança do povo brasileiro?
O governo petista, que se define como o governo dos trabalhadores, governo esse que nasceu e se legitimou através das greves da classe, nesse momento ajudou a boicotar a greve policial em aliança com o Jornal Nacional, da Rede Globo. Mídia essa que se posiciona contra o governo petista, posicionando-se também o governo contra a mídia global. Mas vale tudo para impedir os “agressores do sistema” não é mesmo? Parece que sim! O governo Jaques Wagner, por exemplo, é marcado pelos piores salário e condições de trabalho, ainda pelo pior atendimento as reinvidicações da classe trabalhadora.
Devemos continuar em luta, ainda há muito a se conquistar. Se por um lado o estado burguês detém a mídia, as armas, entre vários outros aparatos para tentar nos manipular, nós temos algo muito maior, uns aos outros. Devemos nos unir, pois unidos venceremos e separados cairemos.

A juventude do projeto popular




Torna-se obrigatório a nós, enquanto juventude, nos identificarmos e nos tornarmos protagonistas da luta de classes mundo a fora, pois sofremos barbaramente com os resquícios de uma sociedade burguesa, que não respeita os direitos do povo. Os jovens estão morrendo, estão fora das escolas, entregues ao mundo das drogas. Falta lazer, falta educação de qualidade, falta moradia, emprego, falta vida digna, aos jovens brasileiros, ao povo brasileiro. É preciso colocar-se a frente da luta, é preciso ter um futuro para se sonhar.
Entre os 51 milhões de jovens existentes no Brasil, 66% deles estão fora da sala de aula, apenas 13% cursam um curso superior, 46% estão desempregados, 50% trabalham sem carteira assina em empregos incertos e 70% dos jovens pobres são negros. Quando a juventude se levanta, a burguesia treme, somos fortes, somos muitos, e unificados conseguiremos vencer.
Para combater essa burguesia fedida, essa sociedade desigual e desumana, nasce nos berços gaúchos o Levante Popular da Juventude. Agora espalhados mundo a fora, somos a juventude que ousa lutar, ousa se indignar com a vida deixada a nós por um sistema que só quer nos engolir. Chegou a hora de nos engolir, a seco, garganta a baixo, rasgando os órgãos. Estamos de pé, ousamos nos levantar e tomar partido nessa luta, luta de classes, somos a classe jovem trabalhadora, somos campo, periferia, trabalhadores, empregados, desempregados, estudantes e analfabetos, somos o LEVANTE POPULAR DA JUVENTUDE.