quinta-feira, 5 de abril de 2012

A mídia e a Ditadura Militar





1.    INTRODUÇÃO

A censura no Brasil perdurou por quase todo o período pós-colonial, sendo que ainda nos dias de hoje possui várias formas de violência contra a liberdade de expressão da população. Foi então durante o regime militar que essas formas se intensificaram.
As pautas jornalísticas sofriam sérias inspeções, vários trechos eram publicados em branco nos diversos jornais das cidades, muitas vezes apareciam receitas culinárias estranhíssimas, que não resultavam no prato desejado. Nos casos de tortura e até de morte, os reais motivos eram escondidos da população, ficando pessoas desaparecidas por anos, sem notícias aos familiares mais próximos.
Os jornais não podiam publicar notícias, comentários, entrevistas, nada do tipo, assim se mantinha a imagem de passividade e estabilidade na nação. 
Alguns artistas protestavam com músicas, outros com poemas, mas os mais diversos meios também eram censurados, mesmo pelo uso de palavras impróprias a época, como o caso da música “como eu quero” que pede para o namorado tirar a bermuda.
Ainda hoje se tem muitos empecilhos ao conhecimento dos documentos da época da ditadura militar, perdurando sua censura até então... 



2.    A IMPRENSA E A DITADURA MILITAR

A liberdade de imprensa assegurada em 28 de agosto de 1821 por D. Pedro I, foi censurada em 6 de setembro pela Polícia Federal, sendo proibida a publicação do decreto por ele assinado. As sementes da ditadura foram lançadas pelo primeiro ditador brasileiro, Getúlio Vargas, que atuou com uma legislação repressiva e centralizadora, utilizada pela ditadura militar.
A censura era ociosa em todos os 21 anos de ditadura, foi atuante no período pós golpe de 1964, posteriormente houve flutuações, tendo maior influencia no período militar por pessoas com vocação autoritária. O ápice foi em dezembro de 1968, quando no governo Costa e Silva, foi baixado o Ato Institucional (AI-5), que se arrastou até o final do governo Emílio Médici. No governo Ernesto Geisel, até 1976, houve clara diminuição na atividade dos jornais. Somente no fim do seu governo, início do governo João Batista de Oliveira Figueiredo, que a liberdade da mídia foi recuperada no Brasil.
O AI-5, promulgado em 13 de dezembro de 1968, instaurou a ditadura deslavada no Brasil, mesmo que a situação anterior não fosse nada democrática, todo e qualquer veículo de comunicação devia ter pauta previamente aprovada e passar por inspeções por agentes especializados. Antes do AI-5, a censura era uma medida adotada para defender o regime. Com o AI-5, o Jornal do Brasil foi invadido por dois oficiais, que ao resistir à publicação do material proibido, no dia 15, cinco oficiais passaram a censurar o jornal. O Correio da Manhã também foi invadido após o AI-5, Hélio Fernandes, diretor, pouco antes havia sido preso e confinado na ilha de Fernando de Noronha, tinha sido solto e foi preso outra vez. Uma edição que protestava contra o AI-5, na edição de O Estado de São Paulo, foi confiscada.


3.    A MÚSICA POPULAR BRASILEIRA E A DITADURA MILITAR

A música popular brasileira foi tratada como um ser nocivo pelo Estado, capaz de fazer mal à população. O governo dizia que elas ofendiam a lei, a moral e os bons costumes. A canção de protesto Para não dizer que não falei das flores, do cantor Geraldo Vandré, tornou-se a mais cantada pelos manifestantes.
A música atingia as grandes massas, falando o que não era permitido a nação. Diante das forças dos festivais de MPB, o regime se vê ameaçado, amputando vários versos de canções.
Antes mesmo do AI-5, alguns representantes da MPB eram vistos como inimigos pelo regime. Entre eles: Caetano Veloso, Chico Buarque, Elis Regina, Geraldo Vandré, Gilberto Gil, Kid Abelha, Milton Nascimento, Plínio Marcos, Caju e Castanha, Raul Seixas, Taiguara, Toquinho, Odair José, Torquato Neto, Zé Keti. Caetano agia mais em contracultura que contra o regime militar. Os tropicalistas se aproximavam dos acontecimentos de maio de 1968 em Paris, do que das doutrinas de esquerda da época. Mas os militares não agiam com diferença. Na prisão de Gilberto Gil e Caetano Veloso, por exemplo, os militares tinham de concreto contra eles apenas a acusação de desrespeito ao hino nacional, prendendo-os e os exilando em Londres de 1969 a 1972.
Logo após foi eleito o mais novo inimigo do regime militar: Chico Buarque, sendo ele o cantor mais censurado da época. Os problemas de Chico com a censura surgiu junto com sua carreira. Exilado na Itália de 1969 a 1970, ao voltar ao Brasil sofria várias perseguições. Entre esses vários outros sofreram repressão...
Somos nós, povo brasileiro. Donos de um país em que tudo é permitido, afirmam os europeus: _ não há males nas terras brasileiras.
A história que nos é contada, nega nossa herança cultural. Não fomos descobertos, fomos estuprados. Já existíamos enquanto ilha e vivíamos em harmonia com ela. A natureza era usada com respeito e a nosso favor, até chegarem os barbudos portugueses e nos adotarem enquanto filhas de Portugal, filha bastarda, explorada. Desde então a cultura indígena foi devastada com costumes trazidos de um povo que se quer viviam em um mesmo clima que nós, clima tropical. Nos deram roupas, nos calçaram, batizaram e nos ensinaram a falar, falar “correto”. Logo após nos deram trabalho, explorador, escravista. Nossas riquezas não mais nos pertenciam, não bastou nos explorar, havia que explorá-las também.
Apesar da colonização européia ter praticamente abolido a população indígena culturalmente e fisicamente, suas culturas e seus conhecimentos influencia a nossa culinária, hoje em dia comemos mandioca, milho, nosso folclore, nossas músicas, tocadas com chocalhos, atabaques, flautas, as danças, os objetos de uso pessoal, brincos, piercings, tatuagens, o uso de ervas medicinais, o artesanato, bolsas trançadas, enfeites com penas, escama de peixe. Também herdamos técnicas de desenvolvimento e sobrevivência no nosso território e o costume do banho diário.
Uma pena o homem ter banido, talvez o melhor ensinamento deixado pelos indígenas, que vivem sem patrões, sem chefes que ordenam e não aconselham. Não sabemos viver com a diversidade, nem as diferenças, banimos homens que se relacionam com outros homens, mulheres com outras mulheres, enquanto isso nas tribos indígenas é visto como algo completamente natural. Entre o convívio indígena ninguém se apropria da sabedoria do outro como forma de ganhar dinheiro, enquanto os pele vermelha se engolem pela competição que leva o vencedor a ser o mais rico, o mais poderoso, é a lógica capitalista corrompendo o individuo.
Felizes seríamos se soubéssemos viver em harmonia com a natureza, usando-a em nosso beneficio sem feri-la. Mas infelizmente não herdamos essa qualidade também, somos devastadores do nosso habitat natural, e estamos matando gradativamente qualquer chance de sobrevivência humana sobre a terra, já não se pode respirar...

NAJA - Núcleo de Assessoria Jurídica Alternativa




Os estudantes de Direito da UESB realizam na Universidade um projeto de extensão que visa a Assessoria Jurídica Popular – AJUP, atendido pelo nome NAJA – Núcleo de Assessoria Jurídica Alternativa, tendo como principal finalidade uma nova prática de educação jurídica na UESB e no Brasil, além de sua função social, afim de possibilitar mudanças na sociedade, deixando de lado a lógica mercantil e produtivista, construindo uma sociedade menos desigual e mais justa. O que foge a todas as estruturas tradicionais encontradas muros adentro nas faculdades.
O grupo, composto por calouros e veteranos, criou um Núcleo de Extensão Popular, para estar em contato direto com a comunidade, prestando serviços a quem realmente necessita: o povo oprimido! Promovendo a consciência social e humanitária nos estudantes. Nesse intuito, os integrantes desenvolvem seu projeto em parceria com o MTD – Movimento dos Trabalhadores Desempregados, dando-lhes a assessoria necessária e tendo contato direto com a realidade desse povo, chamados pela massa social de sem terras.
O Trabalho de base se deu início no mês de agosto, quando parte do grupo esteve presente no assentamento Zumbi dos Palmares para ser apresentado aos assentados, acampados e apoiadores do movimento, também conhecendo de perto um pouco de suas realidades. Olhares impressionados se desmontam por toda assentamento, muitos admirados, tantos outros chocados.
Partindo da proposta inicial de não apenas visualizar de longe essa realidade, mas sim vivê-la, no dia ** de **** de 2011, o grupo se deslocou a nova ocupação onde se abrigam parte dos companheiros do MTD para o levantamento do barracão coletivo, onde são realizadas as reuniões, assembléias e também onde são acolhidos os visitantes para uma conversa mais intima com a direção. Pondo a mão na massa, os estudantes se entregaram ao trabalho e ao convívio com as pessoas do local, partilhando realidades diversas. Ao fim do dia todos retornaram pra casa, contemplados em chuva.
No intuito de aderir mais pessoas, e ampliar o contato com os companheiros do MTD o grupo se dividiu em brigadas menores, os quais fazem visitas semanais ao acampamento, ao assentamento e a ocupação, visando assessorar juridicamente e realizar oficinas de formação política e técnica, sempre atentos as demandas concretas do movimento.

Moção de apoio ao companheiro Enver José




O Diretório Central de Estudantes(DCE) – Gestão Nada Será Como Antes   vem a público manifestar seu repúdio à ação do Ministério Público contra o estudante da UFPB Erven José. O Militante social do movimento estudantil, membro do DCE da UFPB, vem sendo injustamente acusado de “tentativa de homicídio por arremessar um artefato em um ônibus com efeitos análogos ao engenho de uma dinamite”. Manifestamos nosso repúdio à repressão a que o estudante está sofrendo, sendo falsamente acusado e podendo ser levado ao “banco dos réus” pelo fato de lutar por direitos. Não esqueçamos que essas práticas são bem semelhantes àquelas utilizadas nos piores anos de nossa história: Ditadura Militar.
Este é mais um atentado – promovido pelas elites - aos direitos civis conquistados e assegurados em Constituição. Percebemos nos último tempos uma constante tentativa de criminalização dos movimentos sociais, bem como perseguições claramente políticas à lideranças que estão à frente dos diversos processos de lutas sociais em todo o país.
É absolutamente inadmissível que o Ministério Público Estadual ( responsável por defender os direitos do POVO) esteja submetido aos interesses dos empresários do Transporte Público de João Pessoa. Sendo assim, manifestamos nosso apoio ao estudante Erven José, por entendê-lo como um agente engajado na causa coletiva e não como um criminoso.
Lutar não é crime! É direito!


TODO APOIO AO MILITANTE ENVER JOSÉ

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Delírios sem verbo!

Em minha memória todas as noites,
Todo mês, toda semana, todos os dias
Cenas de beijos, palavras, afagos, caricias, amor.

Na verdade, sintoma de saudade, muita saudade
Mas afinal, onde você?
Eu triste, sempre sozinha, tempo, tempo, tempo,
Mas a saudade não me deixa.

Sem forças para nada, 
Meus pés seguem um caminho
Independente de mim.
Uma felicidade falsa, um conformismo impuro

Passos e mais passos,
Equilíbrio o meu susto
Até que desperto, sozinha de novo
Na varanda vazia.




AMANTES





Não, não foi amor.
Foi paixão, desejo, prazer.
Foi sexo sem compromisso, foi sexo sem amor
Sexo cheio de paixão.
Foram celulares desligados,
Esconderijos apertados, 
Banheiro, elevador. 
Não, não foi amor.
Foi fogo, malícia, pegação.
Foi mão boba, mão aqui, mão ali,
Mas nunca mão na mão.
Não foi amor, mas foi bom enquanto durou.
Enquanto durava não machucava ninguém,
Mas agora que acabou não sobrou ninguem,
Mas eu sei, sei e sinto que nunca foi nem será, amor.
Pois nunca sobrou, nem faltou, foi na dose certa, do que nunca foi amor.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011



Engraçado o silêncio dos casais quando se desentendem...
Já não reconheço aquele casal que a 10 minutos discutiam o mundo, criticavam o sistema, palavras de um amor... Entre tantos outros infinitos assuntos, que os fazem parecer ter uma sintonia tão grande.
Mas quando se desentendem o silencio é congelador, simplesmente se calam!
No caminho pra casa ouve-se o motor do carro, os sussuros lá foram, menos as suas vozes.
Enquanto ele diz estar atento, olhando sempre a frente, ela procura imagens lá fora. Seus olhos parecem faróis baixos.
A cama está maior, vira-se cada um para um lado, já não se aninham num cantinho quente, como numa cama de solteiro num quartinho pequeno.
É impossível ver a noite cair assim... As pernas se agitam, o coração palpita, sente-se falta...
_ Me abraça meu amor!
E o calor retorna aos lençois.